Câmeras flagram meteoros originários da Eta Aquáridas

Observatório astronômico registrou, em média, mais de 100 rastros luminosos por câmera último dia 19 de abril


Por Rota Araguaia em 07/05/2022 às 08:48 hs

Câmeras flagram meteoros originários da Eta Aquáridas
Observatório Heller & Jung A Eta Aquáridas é uma das chuvas de meteoros mais intensas do ano

 

Por

 

 

Sofia Pilagallo

 

Meteoros originários da chuva de meteoros Eta Aquáridas, que teve seu pico na madrugada desta sexta-feira (6), foram flagrados cruzando o céu de Taquara, município na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Os registros foram obtidos pelas câmeras do Observatório Heller & Jung, mantido pelo astrônomo Carlos Fernando Jung.

Nas imagens, segundo Jung, é possível ver uma sobreposição de todos os meteoros que cruzaram o céu da cidade entre quarta (4) e sexta-feira (6), quando a atividade da chuva estava no seu período mais intenso. Entre o último dia 19 de abril e sexta-feira, o observatório registrou, em média, 109 rastros luminosos oriundos da Eta Aquáridas por câmera.

Conforme diz, a Eta Aquáridas é uma das chuvas de meteoros mais intensas do ano — nas condições ideais, foi possível observar, durante o pico, em média, cerca de 35 meteoros a cada hora, o que é considerado um número alto. Aqueles que perderam a oportunidade de observar o fenômeno poderão fazê-lo até o dia 12 de maio, ainda que com menor visibilidade.

A Eta Aquáridas é uma chuva formada por fragmentos deixados no espaço pelo famoso cometa Halley, descoberto pelo astrônomo britâncio Edmund Halley em 1986. Toda vez que o astro passa perto do Sol — evento que ocorre a cada 75 anos —, pequenas partículas se desprendem do astro e ficam vagando pelo espaço, em órbitas. Eventualmente, essas partículas passam também pela atmosfera terrestre, dando origem, assim, a chuva de meteoros.

 



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